A muito tempo estou querendo falar sobre essa situação e deixar minha opinião aqui no Blog. Mas esperei. Por ser uma operação considerada "importante" na área policial do DF e entorno. Esperei ser veiculado o maior número de notícias possível sobre a real situação do entorno para que eu pudesse formar uma opinião concreta.
O alto índice de violência nas cidadelas do entorno brasiliense é notável. Desde o início do ano foram registrados mais de 320 homicídios nessas cidades. Se registram 34,2 homicídios para cada 100 mil habitantes. Números que ultrapassam a média nacional, que é 30,6.
Os dados da Polícia Civil são:
189 homicídios, 175 tentativas de homicídio, 7324 furtos, 2780 roubos e 6 latrocínios (roubo seguido de morte).
Estes são os dados para as cidades goianas, desde o início do semestre. Nas 10 cidades do DF que também fazem parte do grupo de cidades que a FNS vai atuar (Ceilândia, Planaltina, Brazlândia, São Sebastião, Sobradinho, Recanto das emas, Gama, Santa Maria, Paranoá e samambaia) os números também preocupam:
148 homicídios, 175 tentativas de homicídio, 8295 furtos, 5264 roubos e 14 latrocínios.
Bem senhores, somem tudo isso e verão que ações já deveriam ter sido tomadas a muito tempo. E não apenas depois de um jornalista qualquer do Correio Braziliense ser baleado. Parece que o camarada estava lanchando em Ocidental e tentaram matá-lo por estar fazendo matérias muito "reveladoras" sobre a bandidagem local. Não é desmerecendo o sujeito, é só uma crítica ao governo que só age quando algo se torna público e polêmico.
Agora sim, Força Nacional, pra quê?
Eu particularmente me revolto com um secretário de segurança e um governador que afirmam que o atual efetivo da PMDF é mais que o suficiente, mas em contrapartida negocia 500 homens da Força Nacional com o Ministério da Justiça para atuar em outro estado. O DF vai bancar toda essa "mega-operação" junto com o governo do Goiás. Desde a parte de ação policial, até a parte de investimentos sociais.
Acho a ação da Força Nacional aqui incoerente, assim como a ação dela nos jogos Pan-americanos também era. Já cansei de ver PM´s , na comunidade da PMDF no orkut, dizer que colocou o nome para tirar voluntário em vários fins de semana seguidos e raramente são escalados. Várias pessoas querendo trabalhar mas o estado não lhes permite, não lhes dá oportunidade. Faltaria pra quem quer, caso o governo chamasse todo mundo que solicita. E o concurso? Cadê o tal do quadro policial lotado? É revoltante. Seria mais prático e mais barato.
É melhor pagar salários melhores e dar mais oportunidades aos policiais daqui, do que deslocar militares de outros estados e ainda pagando diárias de R$150,00. Bancando todos os custos e despesas.
O próprio secretário de segurança do Goiás afirmou que o entorno necessita é de investimentos sociais e que apenas o policiamento não resolverá completamente os problemas da região.
"Se não houver um investimento de recursos que são importantes para a saúde, para a educação, para a infra-estrutura. Se não houver um aporte de recursos e, portanto, um tratamento diferenciado, com a disponibilização de parte desses do fundo para que o estado de Goiás possa investir no entorno, nós não teremos uma solução. Segurança pública não é uma coisa que se faz apenas com ação policial."
Não estou desmerecendo a FNS, longe de mim. São homens muito bem preparados. Mas não concordo com a maneira que as secretárias de segurança dos estados os utilizam.
Para saber mais sobre o que é Força Nacional de Segurança CLIQUE AQUI.
Aproveite e participe da enquete que foi criada sobre o tema. Está localizada do lado direito da página.
domingo, 7 de outubro de 2007
Força Nacional no entorno do DF: É coerente?
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13:34
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Na polícia e nas ruas
Hoje ao receber um exemplar do jornal "Na polícia e nas ruas" de uma colega de trabalho me lembrei o tanto que queria comentar sobre o impresso com alguém.
O jornal semanário é a versão impressa do programa de rádio que leva o mesmo nome, e vai ao ar diariamente na Atividade FM eu acho.
É apresentado pôr Silvio Linhares que também é o idealizador do folhetim, que custa o preço módico de R$ 0,50.
É comum estar andando na rodoviária de Brasília e se deparar com uma jornaleira gritando "Aôô! Na políça e nas ruas, jornal na políça e nas ruas, ôôô", chega a ser engraçado. O que não é engraçado é a forma que eles chamam a atenção.
Olhando com mais atenção normalmente se vê estampado algum homem ou mulher morto a pedradas, marretadas, machadadas, tiros, facadas, sem a cabeça, queimado vivo e outras coisas que fazem o seu almoço ficar mais interessante, e sempre acompanhado de chamadas melhores ainda, "Ladrão Silas, Silascou!", "Cachaçada desenfreada termina em morte", "Mulher espancada até a morte com barra de ferro" e o recentemente bem divulgado na internet "E o do bêbado achou o dono" que conta a história de um bebinho "violado" após sair do boteco.
A redação do jornal funciona num condomínio perto de Sobradinho, na casa do próprio Silvio. Ao que me parece a equipe é composta de 30 pessoas aproximadamente que são divididas em quatro grupos que cobrem cada área do Distrito Federal.
Não sei, eles devem ter algum contato muito forte dentro da polícia militar, isso não sei dizer.
Uma grande sacanagem desse jornal é a divulgação de fotos de pessoas mortas sem a permissão da família. A uns 2 anos atrás uma amiga minha lá de sobradinho ficava com um garoto que morreu num acidente na br-020, em um gol branco, que capotou e subiu a mureta da ponte do córrego sobradinho. Foi aquela tragédia, aquela comoção. No dia seguinte quando chego no trabalho, que gracinha, a foto do menino todo espatifado no asfalto com os dizeres "Jovem alcoolizado acaba morto em acidente".
É óbvio que eles não tinham permissão, mas a redação do jornal insistiu em dizer que tinham conseguido a permissão da família.
Sou a favor de um jornal de conteúdo policial para o Distrito Federal e entorno. Até gosto de ler o "Na polícia nas ruas" de vez em quando. Querendo ou não ele relata as ocorrências e exalta o trabalho dos profissionais da área (PM, PC, CBM), divulgando até mesmo nomes, com a devida autorização do envolvido na ocorrência.
Mas acho que o Silvio vacila nesse aspecto.
Um jornal sensacionalista como esse nunca será levado a sério nos veículos impressos. A intenção é boa, mas a execução é ruim. 



Tá ai a redação do jornal. O Silvio é esse tiozinho barbudo e sem camisa, logo ao lado o filhão de 11 anos olhando o trabalho do pai, e outra foto ali do fotógrafo tirando foto de um corpo. É um brincalhão mesmo.
Estranhíssimo.
Mas vai lá.
Para o deleite dos curiosos de plantão. Tá ai o blog oficial deles:
Jornal Na polícia e nas ruas
Nao precisa agradecer o jabá.
PS: Deixo claro minha posição aqui. Não concordo com o jornal, não gosto do programa do Silvio Linhares e reprovo quem compra o jornal apenas para ver as imagens. Pode até servir para um acompanhamento de ocorrências. No restante é descartável. (Como disse um companheiro nos comentários do post)
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Filme - Tropa de elite, minha humilde opinião...

Faz algum tempo que eu já estava esperando o lançamento desse filme. Em 2006 já se ouvia um bafafá a respeito, e desde então, tentava acompanhar de todas as maneiras os bastidores da filmagem.
O filme foi inspirado em duas obras “fictícias” , Elite da tropa (escrito a 3 mãos pôr um ex-capitão do BOPE, e duas figuras ligadas a segurança pública no Rio de Janeiro) e Incursionando no inferno – A verdade da tropa (Ao contrario do que é publicado, acredito que o filme é muito mais baseado neste segundo). Eu já li os dois livros, e realmente são obras que abrem a visão dos paisanos normais e alienados a terem uma visão mais crítica sobre a policia militar e ao governo.
O filme Tropa de Elite fala sobre o Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), grupo especializado no combate ao tráfico nos morros cariocas. O filme conta a história de 3 oficiais da policia militar do Rio de janeiro (interpretados pelos atores Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro).
No meu ponto de vista é um filme que supera e muito o padrão “Globo produções” recheado de falso moralismo e pseudo-realidade do brasil, ( exemplo disso, “Carandiru” , que mostra uma competência regular em sua montagem, mas se perde totalmente em sua obsessão de denegrir a ação policial do esquadrão de choque , que entra no presídio para conter aquela corja ) é um típico filme tenso, sem frescuras. Não tenta agradar nem defender ninguem. Esculacha a polícia, dá uma porrada na cara das ONG´s, denigre os usuários de drogas, e atinge o governo, política e a sociedade. Sim, exalta de forma individual os homens do BOPE, mas sem deixar de mostrar o lado negro daqueles cidadões, que acabam condicionados a sentirem repulsão da sociedade, e agirem de forma truculenta e cruel com os nossos “amigos bonzinhos do carandiru” (É, acho que vocês já perceberam que não sou muito contra a maneira de agir deles).
Também concordo que apesar da coragem do filme, ele se torna muito simplista. Os caveiras são heróicos e honestos, os policiais convencionais são corruptos e repugnantes, todas as ONG´s acobertam as facções criminosas, e os playboys, bem, os playboys são babacas mesmo. Mas não acho que isso seja prejudicial, afinal, se mostrado de forma impactante ao ponto de perceberem que o filme leva aos extremos esses assuntos, isso despertará mais a população acerca desses assuntos que passam batido. Vide batalhão da polícia que teve 52 praças presos por ligação ao tráfico de drogas e o comandante exonerado da polícia militar do RJ, algumas semanas depois da polêmica do filme ter caído na boca do povo. Coincidência?
Gosto de filmes policias, estão entre os meus gêneros favoritos. Filmes como “Dia de treinamento”, “Trafic” e “Crash” têm um pouco desse clima realista das crises urbanas. Seja conflitos policiais, seja conflitos psicológicos de cidadões que uma hora são pessoas de bem, e outra se mostram seres repulsivos e sem coração. Essa dualidade retratada nas telinhas me atrai, e Tropa de elite não perde em nada para essas produções hollywoodianas.
Não tem como falar sobre o longa, sem analisar o seu impacto social ou mesmo suas pretensões. Pra muitas pessoas o filme vai ser um senhor tapa na cara – do cap. Nascimento – Não há o que se falar de traficantes, bandidagem, favelas, se o senhor mesmo que está sentado ai não suporta a idéia de ser abordado na rua pôr uma patrulha policial que trabalha numa ocorrência de roubo de carro, pôr exemplo. Como o próprio Wagner Moura diz em algum momento da sua narração em off (gosto muito) “Policial meu amigo, policial também tem medo de morrer”. A mídia brasileira é (leia-se Globo) covarde e extremamente política, faz as pessoas verem coisas e acreditarem no que a “moral e os bons costumes” pregam. O crime é desumano, bandido é desumano. Não há porque acreditar que algum policial que sobe um morro daquele de madrugada vai querer aliviar para algum infeliz que cruzar o seu caminho. É a triste realidade. Em uma das cenas passadas na “Melhor faculdade de direito do RJ”, vemos o Matias (André Ramiro), acuado em uma discussão com os colegas da zona sul que consideram “intragável” (rsrs) o fato de polícias entrarem nas bocas de fumo quebrando tudo, matando traficante e batendo em quem compactua com o crime. Aquilo para o papa-mike é algo inaceitável, já que seus colegas de sala, os próprios integrantes da ONG que trabalham na favela para mostrar a “Consciência social” dos traficantes, estão ligados à atividades criminais e uso de drogas ilícitas.
A incursão dos caveiras nos morros é impecável. Os atores estão ótimos, tudo é tratado com muita seriedade e todos os detalhes e realismo de uma operação tática é preservado. O realismo que Wagner Moura trouxe ao seu personagem é incrível, li em algum lugar uma declaração do ator dizendo que o treinamento para o filme foi tenso. Eles fizeram um mini-COESP (Curso de operações especiais), com duração de 20 dias. E em dado momento de pressão psicológica extrema, o ator quebrou o nariz do capitão Paulo Storani, responsável pelas aulas técnicas do curso. Pôr não aguentar as típicas provocações do coordenador do curso, retratadas no filme de forma que beira o cómico.
Eu particularmente estranhei a ausencia do caveirão. Mas após pesquisar um pouco fiquei sabendo que em 1997, tempo em que se passa o filme, o caveirão ainda não existia (Foi criado em 2002).
O filme vai dar o que falar sobre esse “blablabla” de sempre. Vocês sabem, liberação das drogas, tortura, corrupção na polícia, abordagens policiais, direitos humanos, moradores do morro espancados, justiça com as próprias mãos e todas essas coisas que NÃO ACONTECEM NO BRASIL, e que as autoridades vão torcer o nariz por um filme “ousar” mostrar isso como se fosse real.. SIM, mostra a realidade das áreas de conflito e de alta criminalidade do Rio de Janeiro. É quase um documentário. Não me venham falar que o filme “agride a corporação” , “a moral e os bons costumes globais” ou “A vida e dignidade do homem”. Encarem a realidade, critiquem, analisem. Assistam o Tropa de elite.
Sim, devo dizer que eu não assisti ainda. Sou contra a pirataria. Eu estava sentado em um boteco e ouvi um camarada narrando o filme enquanto desenhava as cenas em uma cartolina. =X
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Chega mais. é, o primeiro post.
Um exercício de auto-crítica na verdade. Todos deveriam passar a escrever um pouco em suas vidas, adotar a prática de transmitir suas ídeias através de uma folha de papel ou um blog. Escrevendo esse primeiro post percebi que estou totalmente desabituado à isso. Tive que apagar tudo umas 4 vezes, desaprendi. O desapego a esse tipo de prática é muito prejudicial. Vou me condicionar a isso, pra mim é válido. Não sei qual será o assunto central do blog. Humor? tenho, discussões polêmicas? tambem, assuntos mais "nhenhenhe" , filminho, joguinho, coisas de nerds? futuro da nação? carreira pessoal? Tecnologia? Trabalho? Família? Nenéms? Festas? Brasília? Brasil? Segurança pública? Amizade? Faculdade????????? Cachaça??? Só se tiver.. se não tiver, dexa disso.
"A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras."Aristóteles"
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